Fodasse.
Assim
mesmo.
Sem
hífen nem separação.
Um
grito de revolta no seu mais puro estado.
Descarga
elétrica
Com
energia cinética.
Turbilhão
de emoções,
Sangue
a fervilhar
Nos
nossos corações.
Caminhos
modestos
Trilhos
encobertos,
A
folhagem densa
Esconde
o Homem que não pensa.
Age
naturalmente
Sê
persistente
Melodias
ecoadas
Na
nossa triste dialética.
Fodasse
para a razão,
Fodasse
o entendimento,
Fodasse
a compreensão
Aqui
vale a convicção,
Aqui
vale o sentimento
Aqui
vale o coração.
Há
os que criticam,
Os
que não percebem e troçam,
Seres
consumados no prazer
De
uma realidade oferecida.
Mas
os outros,
Os
outros sim…
Seres
incompreendidos
Nesta
vida profana.
Merda
de sociedade
Que
nos mente
E
nos gama,
Que
nos rebenta as entranhas
E
nos joga na lama.
Recolhe
os pedaços.
É
tempo de avançar.
Fazer
tudo outra vez
Para
esta podridão acabar.
Um
cheiro putrefato a novo
Jesus
na cruz seria um estorvo.
Higienização
citadina
A
miséria humana a cada esquina.
Fodasse
para nós, fodasse para os que nos amam,
Iludidos
na tradição
Em
busca de uma felicidade comum.
Triste
fado o nosso
E
felizes aqueles que vagueiam pelo espaço.